W.C.

Não sou muito fresca, em geral, mas se tem uma coisa que está cada vez mais subindo na minha lista de importância é banheiro. Se bem que, desde criança, quando saíamos para jantar fora com papai e mamãe, minha irmã ia comigo inspecionar o banheiro do estabelecimento. Adorávamos os restaurantes com banheiros bonitos. Até porque, nessa época, não gostava tanto de comer assim – sim, isso já aconteceu um dia –, e cotávamos os lugares por outras características menos óbvias.

Acho também que tem coisas que a gente não admite mais, tipo dormir em cama de solteiro acompanhada. Chega uma idade que simplesmente não dá. E não estou falando isso só porque engordei horrores, apenas não tenho mais saco.

E banheiro feminino rende boas histórias. Rola uma amizade verdadeira ali dentro, durante o período de uso. Ajudas com roupas complicadas são comuns, e conselhos sobre o acompanhante também. Sim, gostamos de ir acompanhadas, e ninguém nunca explicará claramente a razão.

Eu continuo adorando um boteco, mas tem de ter um banheiro minimamente frequentável. Eu acho que a inveja do falo que Freud dizia era essa: homem se alivia em qualquer lugar (mesmo). Fala a verdade, tem coisa mais primitiva que mulher não sentar para fazer xixi?

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