ny loves me

quando eu tinha 10 anos, fui conhecer a terra de papai, o ceará. era aniversário de 15 anos de uma prima, no interior, e a família quase toda estava lá. foi uma viagem indescritível. eu tinha só uma década de vida, mas andava sozinha pelas ruas, todos os dias um tio (de muitos) dava dinheiro para os sobrinhos gastarem no parquinho que ficava na pracinha da igreja, e eu me achava a dona do meu próprio nariz.

quando voltei para a realidade do colégio e apartamento no pé de santa teresa, tive febre emocional. é… eu sou assim.

vinte e dois anos depois, fui matar um dos meus desejos: conhecer new york. fui com uma grande amiga, conheci pessoas incríveis (passamos em dc e nos apaixonamos pela família mais linda da capital dos donos do mundo também), e meus olhos não paravam de brilhar, e eu não conseguia não sorrir, e eu nem queria dormir (aí ficava difícil acordar, é verdade…). eu sabia que eu ia gostar – sim, tive medo de me decepcionar –, mas eu amei. amei demais. quero morar em nyc.

aí, volto para terra brasilis e, no primeiro dia de labuta (por quê?, por quê?, por quê?), pego alguma zica e fico com febre. é… eu sei.