um tapinha não dói…

 

A pancada no rosto foi tão forte que nem doeu. Houve uma dormência, como se o tempo estivesse suspenso por longos instantes.

Eu caí sobre a cama e passei a língua nos dentes para me certificar de que todos continuavam em seus respectivos lugares. Foi aí que senti uma dor louca no maxilar, e a ardência e as lágrimas brotaram.

Meu vestido, por causa da queda, rasgou na altura do peito e minha roupa íntima ficou aparente. Ele rasgou o resto me deixando praticamente nua e continuou me machucando ao me chutar até que eu caísse no chão.

Ele gritou impropérios que não processei em meu cérebro revolvido, mas eu sabia o que o fazia estar tão irado. Ele queria bife, mas fritei sardinhas para o jantar.