pé de pato, mangalô, três vezes

inveja

Eu odeio gente de modo geral, mas gosto muito de indivíduos específicos. Às vezes me acho a melhor amiga do mundo, em outras, a pior. Sou muito difícil de lidar e a pessoa mais fácil de todo o sistema solar e galáxias distantes.

No entanto, é incrível como minha liberdade de ir e vir e minha escolha em gastar todo o meu (pouco) dinheiro em viagens incomodam TANTO as pessoas.

Eu vivo ocupada, trabalhando no que aparece, cansada feito mula velha, e há pessoas que acham que eu tenho uma vida fútil e sem responsabilidade só porque eu viajo sempre que tenho oportunidade. Isso me irrita muito, mas decidi simplesmente não ouvir comentários maldosos, cheios de venenos de gente que claramente não é amiga.

Descobri e me surpreendi que tem gente tão pequena, que tem inveja até de mim, uma secretariazinha de merda. Aí eu penso: quem é merda mesmo?

Uma ~amiga~ ligou há algum tempo puta da vida porque eu não ligo nunca para ela. Eu disse que estávamos quites então. Ela rebateu “quem está ligando para quem agora?”, e eu “você, mas deve ser para me usar em algo, né?”, e ela admitiu que sim, perguntou mil coisas sobre um assunto que domino, continuou cheia de hostilidade, dizendo que em vez de viajar tanto, eu deveria blá, blá, blá (parei de prestar atenção nesse momento)  e me deu vontade de gritar: “É VOCÊ QUEM LIGA PORQUE TEM SEMPRE ALGO QUE QUER SUGAR DE MIM, O QUE NUNCA SERÁ RECÍPROCO, PORQUE VOCÊ NÃO TEM NADA, NÉ ~AMIGA~?!”

Não falei nada. Desliguei o telefone com raiva. Muita. Aí voltei para o computador para terminar o roteiro da minha próxima viagem. E pensei “coitada…”.

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